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Sucessão e organização patrimonial

Sucessão se resolve em vida.

Planejamento sucessório e organização patrimonial para empresários, sócios e grupos familiares. Holding, governança da família e proteção do patrimônio, antes que o inventário decida por você.

O que fazemos

Seis frentes, da holding ao inventário.

Planejamento sucessório

Definir quem fica com o quê antes que a lei e a briga decidam.

Holding familiar e patrimonial

Estruturar o patrimônio para proteger, organizar e reduzir a carga.

Acordo e governança da família

Regras de entrada da segunda geração, conselho e resolução de conflito.

Proteção patrimonial lícita

Separar pessoa, empresa e patrimônio, dentro da lei.

Inventário e partilha

Condução do inventário, inclusive com empresa e sócios no meio.

Sucessão na empresa

Continuidade do negócio, das quotas e do comando na transição.

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Como funciona

Planejamento sucessório: a ordem que evita refazer tudo.

O erro mais caro em sucessão é começar pela estrutura. Monta-se uma holding, transferem-se bens e só depois se descobre o que a família queria de fato, o que obriga a desfazer o que foi feito, com custo de novo.

A sequência que funciona

  • Levantar o patrimônio por natureza: participações societárias, imóveis, aplicações, bens no exterior.
  • Identificar os herdeiros necessários e o alcance da legítima, que o art. 1.846 do Código Civil reserva em metade dos bens.
  • Definir o objetivo: continuidade da empresa, liquidez para a família, proteção de herdeiro vulnerável ou redução de conflito. São objetivos diferentes e pedem instrumentos diferentes.
  • Escolher os instrumentos: doação com reserva de usufruto, testamento, holding, seguro de vida, previdência.
  • Aplicar cláusulas restritivas do art. 1.911, incomunicabilidade, impenhorabilidade e inalienabilidade, com justificativa.
  • Verificar o ITCMD no estado de domicílio, cuja legislação vem sendo ajustada após a Emenda Constitucional 132/2023.
  • Alinhar os documentos: contrato social, acordo de sócios, testamento e doações precisam contar a mesma história.

O que a holding resolve, e o que não resolve

A holding familiar organiza o comando: quem vota, como se delibera, o que acontece quando um sócio falece ou se torna incapaz, como entram os herdeiros. Permite também antecipar a transmissão por doação de quotas com reserva de usufruto.

Não resolve a legítima. O art. 549 do Código Civil declara nula a doação na parte que exceder o que o doador poderia dispor em testamento. Estrutura montada para excluir herdeiro necessário é estrutura que será desfeita.

Também não resolve conflito familiar. Documento organiza decisão; não substitui acordo entre pessoas. É por isso que o protocolo familiar, que trata de critérios de entrada na empresa, remuneração e sucessão de comando, costuma valer mais que a escolha do tipo societário.

Empresa familiar: a sucessão do comando

Transmitir patrimônio é a parte simples. A difícil é transmitir o comando sem que a empresa pare enquanto isso acontece.

Três perguntas antecedem qualquer estrutura. Quem da próxima geração quer, e tem condição de, assumir a operação. O que acontece com quem herda participação e não trabalha na empresa. E como o fundador transfere decisão sem perder segurança financeira, o que o usufruto resolve apenas em parte.

Sem resposta a essas três, a estrutura apenas formaliza um impasse.

Quando o inventário já começou

Nem todo caso chega com tempo de planejar. Quando o inventário já está em curso, o trabalho muda: passa a ser avaliar a via, extrajudicial em cartório quando há consenso e herdeiros capazes, ou judicial quando não há, administrar a empresa durante o processo e evitar que a disputa entre herdeiros paralise a operação.

A continuidade do negócio durante o inventário é o ponto que mais se perde de vista, e o que costuma destruir mais valor do que qualquer discussão sobre quinhão.

Este texto é informativo e não substitui a análise do caso concreto, nos termos do Provimento CFOAB 205/2021.

Dúvidas frequentes

Perguntas que recebemos sempre.

Holding familiar resolve briga de herdeiro?

Não resolve sozinha, e essa é a principal ilusão sobre o instrumento. A holding organiza a titularidade e pode trazer eficiência, mas quem disciplina convivência é o acordo de sócios e o pacto familiar que vêm junto. Estrutura montada sem regra de entrada, saída, impasse e sucessão apenas transporta o conflito para dentro de uma sociedade, onde ele fica mais caro de resolver.

Doar quotas em vida com reserva de usufruto é seguro?

É um caminho usual e, feito com cuidado, preserva o controle de quem doa. Os pontos sensíveis são respeitar a legítima, definir expressamente quem exerce voto e quem recebe lucro durante o usufruto, e prever o que acontece se o donatário falecer antes, se divorciar ou contrair dívida. Doação sem cláusula de incomunicabilidade e de impenhorabilidade expõe o patrimônio a terceiros estranhos à família.

Um dos herdeiros trabalha na empresa e os outros não. Como tratar isso?

Separando duas figuras que costumam ser confundidas: remuneração por trabalho e participação por titularidade. Quem trabalha deve ser remunerado por isso, com valor de mercado documentado, e quem é sócio recebe conforme sua participação. Misturar as duas é a origem mais frequente de ressentimento entre irmãos, porque cada lado passa a enxergar injustiça em movimento que nunca foi explicado.

Vale fazer testamento se já existe holding?

Costuma valer, porque os dois instrumentos cobrem coisas diferentes. A holding organiza a titularidade do que foi para ela. O testamento alcança o que ficou de fora, define a parte disponível, nomeia inventariante e pode registrar a vontade sobre questões que a estrutura societária não trata. Também reduz discussão sobre intenção quando a doação em vida foi desigual.

Inventário extrajudicial serve para qualquer caso?

Serve quando todos os herdeiros são capazes, estão de acordo e não há testamento, hipóteses em que a via cartorária é mais rápida e previsível. Havendo menor, incapaz, litígio ou testamento, o caminho é o judicial. Mesmo no extrajudicial, a apuração de haveres de participação societária costuma ser o ponto que trava, e é o que deve ser resolvido primeiro.

Quando começa a fazer sentido planejar a sucessão?

Antes de ser necessário, que na prática significa enquanto o fundador ainda decide e enquanto a relação familiar permite conversa. Planejamento feito sob pressão de doença ou de conflito aberto tem menos alternativas, custa mais e produz estrutura pior. O sinal prático de que chegou a hora é quando a empresa já não cabe na cabeça de uma pessoa só.

O que está em jogo é o legado da sua família.

Conte em duas linhas o que está acontecendo. A primeira conversa é com um sócio, e você escolhe se prefere café, telefone ou vídeo.

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